Foram sete anos disputando divisões inferiores do Campeonato Paraense para, enfim, retornar ao seu lugar na elite do estado. A Tuna Luso confirmou o acesso após vencer o Sport Real na semifinal da Segunda Divisão na manhã de quarta-feira. Após a merecida folga e comemoração durante a tarde, o elenco se reapresentou para a preparação à final nesta quinta-feira, mas Robson Melo deixou o campo do Souza mais cedo para conversar com o GE na Rede.

– A família Tuna Luso está feliz. Agora é reorganizar o time para essa decisão de domingo, que vai coroar um grande trabalho – projetou o técnico Cruz-Maltino.

Depois de campanhas consistentes com Bragantino-PA (Série D) e Paragominas (Parazão), Melo chegou à marca mais expressiva de sua ainda curta carreira de treinador. Mas a meta, agora, é não se acomodar e logo conquistar o primeiro título.

– Para um clube como a Tuna, pensar somente no acesso seria muito pouco para a sua imensidão histórica e tradicional. É preciso pensar em títulos sempre. O acesso foi bom? Maravilhoso, fantástico. Mas o que marca um grupo de futebol é o título. Só vão lembrar do Robson Melo e desse grupo se a gente levantar o troféu no domingo – ressaltou.

Depois de vencer o jogo de ida da semifinal por 2 a 0, a Tuna chegou com boa vantagem para o confronto decisivo contra o Sport Real. Robson Melo confessou que fez um trabalho mental específico para não correr o risco do elenco perder o foco.

– A nossa principal preocupação foi como eles iriam absorver essa vantagem em um momento tão crucial do campeonato, que valia o acesso da Tuna Luso Brasileira. Tivemos um cuidado todo especial de, além de montar a estratégia do jogo, tentar fortalecer mentalmente o grupo. Não deixar que o oba-oba, o "já ganhou", que a vantagem fosse usada desde o início. A vantagem é usada em um campeonato como esse apenas nos momentos finais do jogo – frisou o treinador.

Apesar de já ter alcançado uma marca histórica com a Águia Guerreira, a permanência para a próxima temporada ainda não está garantida. Melo revelou que o contrato atual com a Tuna encerra domingo e ainda não foi chamado para negociar a renovação.

– No momento, não tem nada da Tuna. Nenhum acordo, nenhuma conversa. O meu acordo termina domingo com a Tuna, que foi o contrato que eu fiz a convite do Eder Pisco e do Ricardo Felicíssimo. Não podia dizer não. Através desses dois caras nós conseguimos iniciar o planejamento, consegui inserir o Renan Pinheiro ao processo. Fomos inserindo boas pessoas no contexto e conseguimos construir o que a Tuna é hoje. Estou muito feliz, um momento maravilhoso da minha vida com esse grupo.

"A minha missão está quase cumprida: domingo, com fé em Deus, a gente conseguindo esse título termina a minha missão e a gente vai ver o que a Tuna tem de proposta. Têm outros clubes entrando em contato, mas nada concreto. Estou deixando para a minha assessoria tentar articular isso aí para mim. No momento estou pensando só no Gavião."

Ao longo da entrevista, Robson Melo analisou o adversário da final da Segunda Divisão, falou sobre a gestão financeira do clube durante a pandemia, as perspectivas da Tuna para a próxima temporada – permanecendo ou não no clube – e avaliou o duelo entre Remo e Paysandu, que ocorrerá no domingo à noite, pela Série C.


Ge.globo.com

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