Remo e Paysandu se enfrentaram na tarde-noite deste sábado, no Estádio Mangueirão, em Belém, pela última rodada da fase de classificação da Série C do Brasileiro. O resultado igual favorecia os dois times por grupos diferentes na próxima fase da competição. Coincidência ou não, o clássico foi de passes ineficientes, sem objetividade. A impressão era que Leão e Papão apenas fizeram o protocolo de entrar em campo, esperando o apito final do árbitro. Ninguém arriscava oportunidade de gol. Foi um lance pra cada lado no confronto inteiro. E olhe lá... Muito pouco para a história centenária do embate entre azulinos e bicolores. No final, o 0 a 0 não adiantou e ambos estão no mesmo grupo no quadrangular que vale o acesso.

PRIMEIRO TEMPO

O Paysandu teve a posse de bola nos primeiros cinco minutos. O Remo procurava marcar e atrapalhar qualquer investida ofensiva do rival. A partir daí, um jogo muito igual no Mangueirão. Parecido em tudo: na preguiça, sonolência, falta de vontade em atacar o adversário e construir um resultado de gol. Eram muitos toques sem objetividade, pra lá e pra cá, ninguém queria arriscar alguma coisa. O jogador chegava na linha de fundo e, quando se esperava um lance ofensivo, em direção à defesa do rival, recuava a bola até o goleiro. Quem estava acompanhando o Re-Pa e foi pegar alguma coisa na geladeira durante o primeiro tempo, perdeu apenas um lance de perigo. Aos 30 minutos, Victor Feijão fez uma jogada individual, driblou Dudu Mandai duas vezes e chutou. Vinícius espalmou, a bola bateu na trave e correu em cima da linha. Só. Somente. No mais, aquela troca de passes ineficiente, sem objetividade.

SEGUNDO TEMPO

O Paysandu veio do intervalo com três mudanças e adivinha? Nada mudou... Parecia que os times forçavam o erro pro tempo correr e o empate se consolidar em campo. Leão e Papão não se anulavam. Era uma nítida falta de iniciativa. Raro acontecer uma falta, logo, ausência de cartões. O árbitro paranaense Paulo Roberto Alves Junior não teve muitas dores de cabeça. Esse foi, talvez, o confronto mais fácil que ele arbitrou na carreira. A partida NÃO TEVE chance de perigo no segundo tempo. Vinícius e Paulo Ricardo foram mero espectadores no Mangueirão, até pra bater um tiro de meta, já que o jogo se concentrava no meio e nas laterais. O empate só favoreceu os dois até o gol que deu a vitória ao Vila Nova contra o Jacuipense, mexendo com o G4 do Grupo A e, olha só, colocou Leão e Papão, juntos, na briga por um lugar na Segundona do ano que vem.

FASE DECISIVA

Remo e Paysandu estarão no mesmo grupo e disputarão as duas vagas à Série B de 2021. O Leão terminou na segunda colocação do Grupo A com 31 pontos, enquanto que o Papão ficou em quarto com 29. O 0 a 0 no Mangueirão favoreceria os dois clubes do Pará por chaves diferentes na sequência se não fosse o gol da vitória do Vila Nova por 1 a 0 diante do Jacuipense, em Goiânia.

Com os resultados dos jogos do Grupo B, que também aconteceram na noite deste sábado, foram definidos os outros dois adversários dos paraenses: Londrina e Ypiranga.


Ge.globo.com

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